10 dicas para limitar os estragos nas férias


23 Junho 2020

6 – Tome um bom pequeno-almoço

Se quando está a trabalhar pode usar a desculpa de não ter tempo para fazer um bom pequeno-almoço, de férias ela não cola. Faça uma primeira refeição digna de rei. Ovos mexidos, panquecas saudáveis, sumos ou smoothies de fruta e vegetais, pão integral, papas de aveia – as escolhas são imensas quando somos nós a fazer o pequeno-almoço. Não ceda à tentação de comer menos a esta refeição para depois poder abusar o resto do dia. Ao darmos uma boa dose de nutrição ao nosso corpo logo pela manhã, estamos a dar um empurrão ao nosso metabolismo e a reduzir o risco de termos aqueles apetites incontroláveis ao longo do dia.

Se estiver alojado num sítio com pequeno-almoço incluído, faça escolhas inteligentes: privilegie as boas proteínas (ovos, salmão fumado), vegetais e fruta, e tente evitar os alimentos processados e os doces. Se houver muitas tentações, por que não comprometer-se consigo mesmo a experimentar apenas uma por dia, e em pequena quantidade? Ou a privilegiar apenas aquela tentação de que gosta realmente, e pôr as outras de lado?

7 – Controle o álcool

O álcool, à semelhança dos refrigerantes, é uma fonte de calorias vazias. Além disso, tende a aumentar o apetite e, em excesso, diminui a nossa capacidade de controlarmos o que comemos. Isso quer dizer que não pode beber? Não. Mas deve fazê-lo com moderação. Uma dica: se estiver a beber, alterne entre a bebida alcóolica e água. Não só se mantém hidratado, como vai reduzir a quantidade de álcool ingerida. E tem um bónus: também ajuda a evitar a ressaca.

8 – Mexa o corpo

Para muitas pessoas, as férias significam uma interrupção da actividade física a que estão habituadas e, para outras, simplesmente mais um pretexto para não “fazer nenhum”. Nada contra isso, mas se realmente estamos preocupados em manter o nosso peso e, sobretudo, em mantermo-nos saudáveis, a actividade física não pode ser descurada. Seja no dia-a-dia, seja em férias. Claro que em férias não há ginásios, as nossas rotinas não são as mesmas e, na maioria das vezes, a última coisa que nos vai apetecer é fazer exercício. Mas o ideal é mesmo tentarmos fazer alguma coisa, por mais simples que seja. Pode comprometer-se com uma caminhada vigorosa todas as manhãs ao acordar, ou com uma boa caminhada na praia durante o dia. Nadar, jogar raquetes, andar de bicicleta ou fazer trilhos são apenas algumas sugestões. Mexer-se vai fazê-lo sentir-se bem e ainda ganhar os tais “pontos” que ajudam a compensar os estragos. Experimente criar desafios para si próprio, do género: só posso comer aquela bola de berlim se fizer uma caminhada de meia hora hoje. Vai ver que a bola lhe sabe (ainda) melhor.

9 – Aproveite para relaxar e dormir

Como já expliquei noutro artigo, tanto o stress como a falta de sono são factores muito importantes na gestão do peso. Por isso, faça das suas férias um momento de relaxamento e tente descansar e dormir bem, pelo menos as tais 7 a 9 horas recomendadas.

10 – Experimente o jejum intermitente

Antes que alguém me crucifique, uma observação: o jejum intermitente não é para toda a gente. O chamado “fasting” ou jejum intermitente, que tem estado tão na moda, não é propriamente uma dieta, mas sim uma estratégia alimentar que alterna períodos de jejum com períodos de alimentação. Noutro post, explico melhor em que consiste. Há vários métodos, mas um dos mais populares é o 16/8: jejuar durante 16 horas e comer nas 8 horas seguintes. Há quem o faça todos os dias ou alguns dias por semana, outros apenas ocasionalmente. Vários estudos atestam os seus benefícios para a saúde, mas, repito, não é para toda a gente. Porquê?

Primeiro, de nada lhe serve fazer jejum intermitente se não tiver já hábitos alimentares saudáveis. Estamos 16 horas sem comer e, de repente, abre-se aquela janela de oportunidade: “agora vou desforrar-me e comer que nem um animal”. Errado. Parece um contra-senso, o jejum intermitente pode ser uma óptima ferramenta de controlo de apetite, mas temos de saber o que devemos comer a seguir e antes do mesmo.

Recorro a esta técnica frequentemente e também em férias. Geralmente, opto por saltar o jantar e só comer ao pequeno-almoço do dia seguinte. Mas também se pode jantar e depois saltar o pequeno-almoço ou tomá-lo à hora de almoço, estilo brunch. No entanto, é algo que aconselho que experimentem apenas se já tiverem hábitos alimentares saudáveis.

Se não for esse o caso, a melhor estratégia é mesmo a oposta: não saltar refeições, ou seja, não estar demasiado tempo sem comer. Isso vai garantir que o seu apetite não se acumula e evitar que coma em excesso às refeições.

Por fim, um ultimo conselho, que se aplica à alimentação durante as férias e em geral: ponha de lado as exigências de perfeição e os sentimentos de culpa. As férias devem ser um momento para relaxar e celebrar. Se comeu em excesso, não se massacre e, sobretudo, não deixe que um passo em falso o faça cair. Tente simplesmente retomar o caminho certo.

Não tem de ser 8 ou 80, a moderação é a chave do sucesso. Faça um esforço para ter, o máximo possível, uma alimentação saudável e equilibrada, e ceda conscientemente aos seus pequenos prazeres. Sem culpas. Elas também têm direito a ir de férias, mas para outro lugar.