Como dominar a arte dos sumos e batidos verdes


13 Agosto 2020

Começo por fazer logo a minha declaração de interesses: sou uma grande fã dos sumos e dos batidos (ou smoothies) verdes. Aliás, o que eu gosto mesmo é daquelas smoothie bowls deliciosas. Se não sabe do que estou a falar, não desista já. Se ler este artigo até ao fim, vai ficar um especialista nesta nova moda da alimentação saudável.  E perceber se são ou não uma boa opção para si.

Primeiro ponto: quando falamos de sumos e batidos verdes, não quer dizer que sejam necessariamente de cor verde. Levam essa designação por conterem vegetais, e não apenas fruta, como os sumos e os batidos tradicionais. Podem ser amarelos, laranja, rosas, vermelhos, castanhos ou, de facto, verdes.

Segundo ponto: temos de distinguir entre sumos e smoothies. O debate sobre qual a melhor opção é grande, com argumentos válidos de parte a parte. Os sumos têm uma consistência mais líquida (são sumos, pois claro), enquanto os batidos ou smoothies têm uma consistência mais cremosa e densa. Estes são, muitas vezes, servidos em taças – a tal smoothie bowl  – com toppings variados, como fruta, granola, coco ralado, frutos secos ou sementes. Nesta imagem, encontra as principais diferenças entre os sumos e os smoothies.

Ao decidir entre sumos e smoothies, devemos ter em consideração os nossos objectivos de saúde. Podemos optar por alternar entre uns e outros consoante as nossas necessidades nutricionais, o nosso nível de actividade e como nos sentimos. O ideal é respeitarmos sempre a nossa bio-individualidade, e por isso temos de ser mesmo nós a experimentar e a descobrir o que funciona melhor para o nosso corpo.

Quais os benefícios

Lembro-me que a primeira vez que ouvi falar nestas “coisas”, fiquei desconfiada. Pensar em beber apenas um sumo ao pequeno-almoço, por exemplo, estava fora de questão. Para quem acorde com pouco apetite de manhã, por exemplo, talvez seja uma óptima ideia. Para mim, que acordo sempre esfomeada, não me chega um sumo. Tenho de mastigar alguma coisa. Por isso, foi com cepticismo que experimentei fazer a minha primeira smoothie bowl. Mas a verdade é que adorei e não senti fome até à hora de almoço. Continuei à procura de receitas e a fazer experiências, e fiquei rendida. A lista de benefícios é extensa:

ideal para quem diz não ter tempo para cozinhar: cortar grosseiramente fruta e vegetais, atirá-los para dentro de uma liquidificadora e triturar. Depois é só adicionar os seus toppings preferidos (já lá iremos). Tudo isto leva uns míseros 3 a 4 minutos.

– É versátil: é um óptimo pequeno-almoço, mas pode ser também usado em outras refeições. Se for um sumo, pode acompanhar um almoço ou jantar, ou servir até como um snack. No Verão, por exemplo, em que me sabem bem jantares mais leves, faço várias vezes smoothie bowls para o jantar. A preocupação que deve ter é que sejam nutricionalmente equilibradas (mas também já lá iremos).

Aumenta o consumo de vegetais: os sumos e smoothies feitos com vegetais e fruta são uma das maneiras mais fáceis de aumentar o nosso consumo de vegetais, de uma forma simples, prática e saborosa. Com isso, está a reforçar o seu corpo com vitaminas, minerais e antioxidantes presentes neste tipo de alimentos. E sabemos o quão em falta estes estão na alimentação moderna. A sua saúde agradece.

Aumenta a ingestão de fibra: é sobretudo válido para as smoothies bowls, que preservam melhor a fibra dos alimentos. Isto vai ajudar no controlo do apetite e também contribuir para uma melhor saúde intestinal.